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Exposição realizada no MACP- Museu de Arte e Cultura Popular de Cuiabá/MT 

Dezembro a Janeiro de 2016

Terra Rara de Miguel Penha convoca a população para um olhar um pouco mais crítico sobre a nossa relação com a natureza, o nome da mostra faz uma analogia aos elementos químicos terras raras, como todos sabem, esses elementos não tinham valor antes da era da informática, hoje é considerado um novo ouro.

 

 O Brasil possui a terceira maior reserva de terras raras do mundo, até então, tudo bem, pode-se até pensar em um futuro mais promissor para o país, porém é a extração que preocupa o artista, a China detentora da maior reserva do mundo destruiu grande parte da natureza, causando sérios problemas à população.

 

Logo, vem o questionamento, nossas florestas suportarão a extração, o cerrado que já está no fim, conseguirá sobreviver?

 

O artista faz sua leitura, cria suas obras a partir de em uma linguagem autentica e contemporânea, e apresenta a população seu ideal, ou seu mundo imaginário onde a floresta e o cerrado, valeriam mais que tudo isso, onde o homem integrado a natureza viveria de forma mais feliz e harmônica.

 

Todas as telas pintadas para a exposição fazem parte de um conhecimento específico, Miguel é cuiabano filho de indígenas, seu pai um índio Xiquitano e sua mãe uma índia Bororo, tem a natureza como parte central do seu trabalho, com uma vivência direta com tribos de diversas nações, como Krahôs, Kaiapós, Bacairi, Apurinã e Xavante, possui um conhecimento amplo das plantas, seus usos e costumes, conhecimento adquirido através de suas vivencias e infância com o pai.

 

A exposição apresenta-se por meio de três poéticas principais: natureza, preservação e tecnologia. O conceito curatorial abre as janelas não só para entender a poética artística, mas relacionar esses itens entre si, o processo de pesquisa e narração é embasado pela curadora Fabíola Mesquita, onde as possibilidades facilmente transformam-se em realidades possíveis, usando meios tecnológicos, como forma de comunicação será disponibilizado um App criado especificamente para a mostra, com informações sobre os trabalhos, e sobre espécies em extinção, que é resultado de uma pesquisa que Miguel vem fazendo há mais de 2 anos sobre as árvores do cerrado que estão em extinção.

(Fabíola Mesquita, é curadora, formada em filosofia, em 2013 recebeu o Prêmio Empreendimento Criativos, Modelos de Gestão, pelo Ministério da Cultura, Secretaria de Economia Criativa)

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